HERMENÊUTICA CLÁSSICA DE KONRAD HESSE — INTERPRY JUS
A Força Normativa da Constituição e a Vontade de Constituição
Diferente de Ferdinand Lassalle, que via a Constituição apenas como o reflexo dos fatores reais de poder, Hesse defende que a norma constitucional não é apenas passiva. Ela possui uma "força normativa" que, se bem interpretada, é capaz de ordenar, condicionar e transformar a realidade política e social.
Para que a Constituição tenha eficácia, é necessário que os aplicadores do Direito e a sociedade possuam a "vontade de constituição". É a disposição ética e jurídica de defender a norma contra as investidas do poder arbitrário, garantindo a estabilidade das instituições.
Na hermenêutica de Hesse, o intérprete deve buscar o sentido que confira à norma constitucional a maior eficácia possível. Não se deve interpretar a Constituição de forma restritiva se houver uma leitura que amplie sua força protetiva e sua capacidade de ordenar a vida estatal.
Hesse ensina que a norma não pode estar totalmente descolada da realidade (sob pena de ser ineficaz), mas também não pode ser submissa a ela. A hermenêutica clássica busca o equilíbrio: a norma absorve a realidade para poder transformá-la de acordo com os valores constitucionais.
"Interpretar 1 Crônicas sem a visão do Direito Civil é ler um contrato sem entender as cláusulas de sucessão. (Clique Aqui)."
Assim como Konrad Hesse ensina que a Constituição não é uma "folha de papel" e exige uma vontade de constituição (Wille zur Verfassung), o Manual do Pregador que estamos estruturando aqui no Interpry Jus parte do mesmo princípio:
- A Bíblia não é um texto morto: Ela possui uma Força Normativa Espiritual.
- O Papel do Intérprete: O Pregador é o "Executivo" que deve despertar na congregação a vontade de transformar o Script em vida prática.
- A Eficácia da Mensagem: Só há poder na pregação quando a interpretação (Hermenêutica) se torna uma aplicação real (Homilética) na sociedade.
Aguarde o lançamento do nosso Manual, onde uniremos a profundidade de Hesse com a autoridade da Exegese Bíblica!
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